"Dossiê Inclusão"

Estive pensando como relatar a Inclusão durante estes 30 anos na minha vida como professora. É difícil pensar que tão poucas vezes me vi envolvida, em sala de aula, com crianças que necessessitassem de uma atenção especial. Bem, isto me fez pensar o porque de ainda não ter vivenciado essa experiência, e notei que a maioria de nós fomos deixadas fora desta questão, porque na maioria das escolas, elas são excluídas , por diversas razões, entre elas: por medo dos próprios professores do não conhecimento de como trabalhar essas inclusões, do apoio que não nos é oferecido por parte de muitos (colegas de trabalho, direção e governos) e às vezes os próprios pais não sabem de seus direitos, ou talvez já receberam muitos "nãos"! Como saber!" Assim penso eu ."
Lembro-me que quando trabalhava na pré-escola do Instituto Vicente Pallotti, recebi uma menina portadora da sindrome de Down, era uma criança que tinha todo o apoio dos pais desde que nascera. Eram pessoas instruídas, e procuravam dar o melhor para a menina. Sua participação nas atividades recreativas eram limitadas ou melhor seus movimentos eram mais lentos, mas demonstrava interesse em colaborar, sempre carinhosa e alegre. Via-se que era amada e respeitada. Durante o ano escolar participou pouco das aulas porque sempre estava envolvida com várias atividades para desenvolver seu deficit na aprendizagem motora ampla e fina. Gostava muito de jogos, montar quebra-cabeça, ouvir histórias e brincar com as coleguinhas. A minha primeira reação foi de "Como vou trabalhar com ela?", nunca havia sido preparada para tal situação, ainada mais naquela época que pouco se falava em inclusão a Necessidades Especiais (1989) nas escolas particulares, não abertamente. Mas a mãe da menina foi muito legal, me relatou o trabalho que essa criança vinha sendo trabalhada, ela era uma menina meiga, amorosa, nunca esqueci do rosto alegre de criança amada. Os colegas queriam sempre estar perto dela, ajudavam a abrir a garrafa termica, brincavam com ela nos diversos ambientes da escola, sempre preocupados com ela. Aliás, em todos os casos que já observei de crianças com Necessidades Especiais, os colegas sempre querem ajudar nas atividades propostas.
Bem, ao final do ano ainda não tinha condições de enfrentar uma primeira série, e os pais concordaram com a permanência dela no jardim nível "B".
No outro ano sai do Instituto Vicente Pallotti para o município de Alvorada, que me chamou para trabalhar com o currículo, em 1989. Depois de muitos anos trabalhando no município de Alvorada, mais ou menos uns quinze anos, na Escola Vilagran, é que fui ter outra experiência, mas não como professora em sala de aula, e sim como substituta quando a professora se ausentava por razões necessárias. Neste caso, era um menino e cadeirante, suas dificuldades eram várias mas principalmente motora e cognitiva. Quando chegou a escola notava-se que havia percorrido muitos caminhos e nem todos tinham sido agradáveis, via-se isto nas suas reações quando o acolhemos com respeito e o incluímos em todas as atividades da escola, tanto nas atividades de integração nas dependências da escola quanto nos passeios fora dela. Ele permaneceu durante dois anos conosco( na segunda série) e minha colega, Iliana, duas vezes colega ( na escola Vilagran e também do Pead), trabalhou com tudo que dispunha para promove-lo para a terceira série, mas infelizmente ele nem havia sido alfabetizado e nos "documentos trazidos de outra escola, tinha sido aprovado para a 2ª s. "mas, não lia e muito menos tinha condições motoras de escrever, mal pegava uma tesoura ou lápis! Minha colega trabalhou tudo que podia e muitas vezes eu a via triste e me confidênciava que se senti sozinha e que tudo que tentava não tinha muito retorno, os pais pouco colaboravam nas atividades diárias. Ele não conseguiu aprovação para o ano seguinte e os pais o retiraram da nossa escola.
Hoje temos mais uma cadeirante, porém não tenho contato porque trabalho no turno inverso ao dela mas pelo que tenho visto e conversado com a direção, o caso dela é bem diferente do menino cadeirante que tivemos, vou procurar obter mais informações para anexar ao meu relato.

*Imagem pesquisada doGoogle.
Dados da Escola:
Total de alunos: 408
Total de professores: 23
Etapas de Escolarização: do 1º ano a 4ª série.
Alunos da Educação Especial: 2 alunos - Uma cadeirante com hidrocefalia e outro com retardo mental e comprometimento motor.
Atendimento: Ambos tem atendimento no Laboratório de aprendizagem da Escola e encaminhamento para CIR (Centro de Integração e Recursos - de Alvorada).

Aluna cadeirante
Festividade de Páscoa na Escola /2009.
* Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.
Após leitura dos textos, o que mais chamou minha atenção, é o descaso com a Educação Especial, que somente no século XX , exatamente na década de 50, que foi marcada por discussões sobre os objetivos e qualidade dos serviços Educacionais Especiais.
Em 1967, a Sociedade Pestalozzi do Brasil , criada em 1945, já contava com 16 instituições por todo país. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais também com 16 instituições, em 1962 , e nesta época também foi criada a Federação Nacional das APAES. E somente em 1988, ficou assegurado o direito a educação à todos que apresentavam necessidades educacionais especiais. E em dezembro de 1996, no intuito de reforçar a obrigação de promover a educação no país, é publicada a Lei da Educação Especial , essa lei expressa em seu conteúdo alguns avanços significativos, comparando-se com a época de exclusão total.
Destaco as palavras da DrªArlete Aparecida Bertoldo Miranda, da Universidade Federal de Uberlândia, quando faz a seguinte colocação
"A efetivação de uma prática educacional inclusiva não será garantida por meio de leis, decretos ou portarias que obriguem as escolas regulares a aceitarem os alunos com necessidades especiais, ou seja, apenas a presença física do aluno deficiente mental na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independente de suas diferenças ou características individuais".
* Do Texto História, Deficiência e Educação Especial. (p. 6
Penso que se não houver um apoio pedagogico aos professores (orientação de atividades com características especiais para essas crianças) , um profissonal especializado nos auxiliando, é muito difícil darmos um atendimento digno para essas crianças com necessidades especiais.
Como é o atendimento da CIR:
Dados sobre a CIR .
Como têm sido o atendimento junto as escolas?
Falo em relação ao que temos vivido em minha escola. Acredito que poderia ser bem melhor. Porque somente crianças com mais de três anos de repetência escolar, têm direito a esse atendimento especial. Não acho justo por achar muito tarde para essas crianças terem um primeiro atendimento, já que cada ano perdido no ensino aprendizagem é um atraso na solução das dificuldades apresentadas pelas crianças.
Também temos o atendimento em nossa Escola, mas os recursos humanos preparados para dar um atendimento especializado é nulo. Minhas colegas têm a mesma formação que a minha ou até menos conhecimentos que o meu atualmente, porém têm muitas disposição e amor. Na" sala de LA", não temos uma sala só de Laboratório de Aprendizagem, uma hora é na biblioteca, outra no refeitório e quando não está ocupado o AI (Laboratório de Informática). Temos uma variedade de jogos pedagógicos e boa vontade. Bem é isso.
Entrevista com aluno 
Escola: E. M. Vilagran Cabrita Cidade: Alvorada Ano: 2009
Entrevistadora: Marion L. S. Castro Assunto: Repetência Múltipla
Entrevistada: Paty ( nome fictício) Nascimento: 24/12/95. Idade: 13 anos completos Cidade: Alvorada
Pai: Profissão- Pedreiro Mãe: Do lar
Irmãos: 4 ( três meninas_ com ela e dois meninos) Total : 5 filhos Idades: Irmã + velha 20 anos, irmão de 19 anos, ela de 13 anos, irmã de 11 anos e irmão de 6 anos.
Situação de moradia :
A irmã mais velha mora no terreno junto com a família, também moram no mesmo terreno a família de tios por parte do pai. Portanto, moram num mesmo terreno, três famílias. Que dividem os cuidados e educação dos filhos, sobrinhos e netos juntos.
Relato de vivência escolar: ( a multi-repentêcia de Paty)
A mãe de Paty , conheci quando ela veio a mim no seu primeiro ano de escola, na época tinhamos a pré-escola em nossa escola e realizavamos entrevistas com os pais dos alunos. Notei logo que tivemos o primeiro contato, que a mãe dela apresentava dificuldades de fala, de alterações emocionais e dificuldades de aprendizagem. Através da entrevista pude constatar que havia na mãe da menina tinha sérios problemas emocionais e na Paty também. Relatou-me ela que Paty havia sido molestada e a família estava preocupada com os problemas que ela teria na aprendizagem. Durante aquele ano , procurei dar afeto e auxiliá-la nas atividades de pré-escola. No ano seguinte.... na primeira série, ela começou a apresentar dificuldades de escrita e de matemática, no raciocínio lógico matemático, neste ano houve a necessidade da repetência. No ano seguinte, na segunda série por duas vezes , ainda não atingindo cinquenta por cento dos objetivos, tais como: na produção textual, a formação de frases , a pontuação e escrita de palavras simples (sem dificuldade ortográfica) e na matemática, armar e resolver cálculos de adição e subtração (sem reservas- simples). Nestes anos teve o auxílio do LA (laboratório de aprendizagem), onde foram trabalhadas atividades com jogos - de palavras, construção de pequenos textos e leitura (de palavras e pequenos textos, poemas). Em matemática, a construção do número, através de uso do material dourado, trabalho com ábaco e jogos matemáticos. Conseguiu avançar para a terceira série, onde ao longo do ano letivo teve acompanhamento no LA, foi aprovada para a 4ª série, onde desde o início do ano letivo, também teve o acompanhamento do LA, mas mesmo assim, ainda não conseguiu atingir na matemática, os objetivos propostos, ela ainda não estava no estádio operátório concreto exigidos para um aluno de 4ª série.
Bem, neste ano, vem sendo feito um trabalho também no LA , e Paty está apresentanto evolução nas atividades onde o raciocínio lógico é fundamental para sua aprovação para a série seguinte.
Caso Clínico:
Escolhi a menina Paty para estudar o caso dela, por diversas razões: Em primeiro lugar, por ter vivenciado os momento de inclusão dela na escola, por ter sido a primeira a ser informada ( pela mãe de Paty) do ocorrido sobre o abuso sexual , e por ver seu progresso, tanto no lado cognitivo como afetivo.
A aluna Paty ao iniciar seus estudos na pré-escola demonstrou dificuldades de aprendizagem. No decorrer do ano letivo, observou-se que uma das causas poderia se de visão e esta constatação se concretizou. Paty tem um alto grau de deficiência visual. A escola muito preocupada auxiliou a mãe no encaminhamento junto ao pediatra do posto de saúde no município, que observou que Paty, além de deficiência visual, também apresentava problemas neurológicos e encaminhou a mãe ao oftalmo, um Psicologo, e uma neurologista.
Paty havia sofrido de abuso sexual e precisava muito de um Psicólogo para ajudá-la a transpor essa barreira emocional que a prejudicava ( não conseguia se concentrar para o estudo) além de um déficit de aprendizagem cognitiva ( problemas neurológicos).
A escola fez diversos encaminhamentos entre eles: laboratório da escola (que pouco recursos tem para auxiliar a aluna), a CIR e informou aos pais que estes deveriam agendar um Psicólogo e um neurologista.
A escola realiza um atendimento no LA (laboratório de Aprendizagem) e a CIR os pais deixaram de levá-la. Nestes anos que ela frequenta a escola, os pais não continuaram também com o tratamento neurológico.
No ano passado ela foi minha aluna e observei que ouve muitas mudanças positivas, entre elas: a integração social, foi eleita a garota Proerd na escola, começou a se valorizar como pessoa, as dificuldades na área da linguagem ouve melhorias significativas. Hoje ela refaz a 4ª série e continua demonstrando um crescimento nas aprendizagens. Pelo que sabemos, que não há nenhum acompanhamento fora da escola, nem de Psicólogo ou oftalmo, pois os pais não continuaram com o encaminhamento feito pelo pediatra ao Psicólogo e Oftalmo. Quanto a dificuldade visual, ela foi encaminhada pela escola ao oftalmo e usa óculos adequado ao grau de dificuldade visual (quase fundo de garrafa), os pais não retornaram ao oftalmo este ano para a revisão, e como relatei anteriormente, a mãe não consegue se determinar sozinha e o pai, não participa muito dos problemas famiriares. A escola procura cobrar dela (mãe)mas é bem complicado, então...
Bem, o que mais me chamou a atenção no caso de Paty, que ela apesar de ter sofrido uma agressão tão grave contra ela, continuou sendo uma criança meiga e afetiva. E na sua vida escolar, nunca se referiu a ninguém com mágoa ou rancor, e no ano passado foi escolhida garota Proerd ( Porjeto Educacional de Resistência às Drogas e a Violência) na escola.
Sua interação com os colegas é tranquilo. Para todos nós, da escola, que conhecemos o caso de Paty, é gratificante, que ela como Garota PROERD, sofreu a "violência" na sua vida de criança, tenha superado, e hoje está integrada ao grupo social familiar e escolar.
Pesquisa da Drª Shirley de Campos sobre a Violência .
Um dado muito preocupante sobre a dificuldade de visão das crianças em idade escolar .Veja o que diz a pesquisa da Revista Veja.
Como é a rotina de Paty ?
Paty pela manhã vai a escola. No período da tarde auxilia sua mãe nas tarefas da casa, a cuidar dos irmãos menores e do sobrinho, que ainda é um bebê.
A atividade que a escola no momento proporciona, o xadrez, não é do seu interesse pessoal, e como a família não a estimula a praticar nenhum esporte ou qualquer outra atividade interessante, Paty vive restrita ao seu espaço físico limitado do seu pátio ou da vizinhança.
No convívio escolar, seu interesse é pela dança, gosta de ouvir música, de desenhar flores, ler, ouvir e escrever poesias, representar em peças de teatro e de desfilar, esta última atividade, desfilar, ficou evidente quando houve a escolha da garota PROERD na escola, no ano passado. Geralmente, Paty é tímida e retraída.
Na sala de aula, procura ser útil, gosta de ser a ajudante, de compartilhar brincadeiras e trabalhar em grupo. Sua caligrafia e ortografia ainda deixam a desejar. Na produção de textos, nota-se dificuldades de expressar sua ideias, deixando as regras de pontuação fora da suas produções de escrita. Seu caderno apresenta lacunas na organização dos conteúdos e algumas vezes dificuldade de entender as explicações e interpretações de exercícios. Em matemática também apresenta dificuldades em realizar cálculos - as quatro operações e histórias matemáticas - interpretá-las. Gosta de jogar Bingo e jogo da velha, montar peças com bolcos lógicos e tangran.
Gosta da sala do AI (Ambiente Informatizado) onde navega nas atividades de pesquisas e produções artísticas.
No recreio conversa com suas colegas e gosta de pular corda. Já nas atividades físicas, não é muito adepta aos exercícios físicos, gosta dos jogos com bola, o volei e caçador.
Mesmo com todo o seu histórico de vida carente de atenção por parte da família, as suas necessidades físicas e emocionais, relatadas acima, Paty tem apresentado um crescimento, não tão satisfatório como gostariamos como professores, mas o que podemos proporcionar sem o apoio da família e outros orgãos responsáveis pelos atendimentos as crianças com necessidades especiais, são muito poucos, para a grande quantidade de crianças que precisam de atendimento especial.
Avaliação do caso Paty :
A aluna Paty tem suas dificuldades nas aprendizagens, mas nota-se que é uma menina que mesmo tendo uma história de vida bem direnciada de outras colegas, nunca deixou de acreditar no seu potencial. Como professora dela na pré-escola e depois no ano que passou, 4ª série, nota-se que tem melhorado muito, inclusive a professora dela agora, é minha colega no curso de Pedagogia, e conversamos muito sobre os avanços que ela tem demonstrado. Nas produções de escrita e principalmente nos cálculos e histórias matemáticas. Sei do trabalho diferenciado que a colega Iliana faz junto aos alunos com dificuldades de aprendizagem, porque ela se dedica em auxiliá-los.
A avaliação da nossa escola é trimestralmente, mas sei que Paty é avaliada diariamente, e isto tem contribuido muito para a sua melhora nas aprendizagens.
Acredito que um aluno possa evoluir se o professor tiver um olhar diferenciado para ele, não podemos contar com outros recursos que não o sejam da nossa própria vontade, infelizmente ainda não contamos com apoio diferenciado, a não ser o nosso pessoal.
Conclusão:
Esta interdisciplina me auxiliou muito no estudo do caso Paty e de outros. Pude estudar e refletir sobre o material disponibilizado através dos sites do Mec, vídeos, filmes sobre a inclusão, leituras, das discursões nos Foruns, onde trocamos ideias com as colegas, professora e tutora sobre a realidade de nossas escolas. Mas também acredito que a escola e os governos, municipal e federal, devem e podem dar muito mais do que tem dado, e que só vai mudar a realidade que hoje vivenciamos, se também em nossas escolas no Plano Político Pedagógico, houver uma avaliação inclusiva para esses alunos.
Avaliando o texto:
" Avaliação e Inclusão Escolar: Desafio, Conflitos e Possibildades, De Christofari."
Acredito que dependerá de nós professores criar ações pedagógicas atinentes aos processos avaliativos, inserindo-os em uma prespectiva que reforce o processo de inclusão.
Este "processo dependerá da construção de uma escola que permita que haja a possibilidade de encontros, desencontros, diálogos, resistências, avanços, retrocessos, na tentativa de considerar a diversidade humana tornando-a elemento enriquecedor na constituição de cada sujeito."
A avaliação escolar é um grande desafio! E como sinaliza Baptista(2006a,p.22)
"Se não avançarmos nosso olhar em direção às relações que unem sujeito e contexto,continuamos a buscar modos mais "refinados" de classificar da maneira mais precisa e correta aquilo que tende a não se encaixar em nossas classificações."
" Não basta que modifiquemos os instrumentos, ou que tentemos uma única causa que esses limites impõem, mas ultrapassar fronteiras epistemológicas que sustentam nossos pensamentos sobre ensinar, aprender,mediar, enfim, trata-se de uma mudança na concepção de escola e sujeito."
E faço uso das palavras de Chistofare " a avaliação mediadora é aquela construída na interação,no diálogo entre professores e alunos, transformandos-os em participantes dos processos avaliativos e, portanto, parceiros na transformação do olhar acerca da construção do conhecimento."
Para mim foi de grande valia estudar e reconhecer que somente um trabalho avaliativo sem rotular e excluir é capaz de construir uma avaliação inclusiva justa.
Comments (17)
rosariamoraes@... said
at 12:45 pm on Apr 29, 2009
Oi Marion!
Muito interessante teu Dossiê. Eu estou com o meu um pouco parado, pois como tu não vivenciei momentos na sala de aula com crianças com necessidades educacionais especiais. Um abraço!
Rosária Moraes
Simone Ramminger said
at 1:02 pm on May 5, 2009
Olá Marion!
"O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais."
Parabéns! Criaste o pbwiki para o Dossiê, me enviaste o e-mail com o endereço, me deste acesso a ele e fizeste o relato de experiência. Ao ler o teu relato, observei que procuraste preservar a identidade dos alunos. Isso é muito importante. Tenho observado nos relatos que venho lendo que a angústia dos professores de não saber como agir e lidar em determinadas situações com essas crianças é uma constante nas salas de aulas. Disponibilidade e boa vontade do professor são importantes, mas não são suficientes, como relatas no caso da colega Iliana. Por isso, a importância de o professor ter um apoio especializado, interagir com a família do aluno, estar sempre estudando, lendo e discutindo mais sobre o assunto.
Como foi para ti receber a menina portadora da Síndrome de Down na pré-escola do Instituto Vicente Pallotti? Como te sentias?
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
Simone Ramminger said
at 2:05 pm on May 5, 2009
Marion apresentaste alguns dados da escola onde trabalhas, bem como os alunos com necessidades especiais que vocês atendem e fizeste algumas relações com os textos propostos. Destacas a necessidade e a importância de um apoio especializado aos professores. Podes indicar ainda no texto, onde fica a tua escola, as condições sócio-econômicas das famílias, características da comunidade escolar, participação na escola... Os casos desses alunos com necessidades especiais são discutidos nas reuniões de formação e planejamento? A tua escola tem estrutura física para receber alunos cadeirantes? Sabes como é realizado o trabalho no Laboratório de aprendizagem da Escola? Podes enriquecer teu texto com essas questões. Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
marion said
at 11:12 pm on May 10, 2009
Oi Simone!
Bem, respondendo a tua pergunta sobre a menina recebida na pré-escola no Instituto Pallotti, a minha primeira reação foi " Como vou trabalhar com ela?", nunca havia sido preparada para tal situação, ainda mais naquela época que pouco se falava em inclusão (1989) nas escolas particulares, não abertamente. Mas a mãe foi muito legal, me relatou todo o trabalho que essa criança vinha sendo trabalhada , ela era uma criança muito meiga, amorosa, nunca esqueci do rosto alegre de criança amada. Os colegas queriam sempre estarem perto dela, ajudavam a abrir a garrafa térmica, brincavam com ela nos diversos ambientes da escola, sempre preocupados com ela. Aliás em todos os casos que já observei de crianças com Necessidades Especias, os colegas sempre querem ajudar nas atividades propostas. Bem, vou completar a ficha logo acima, oK?
Bjs Marion
Simone Ramminger said
at 6:40 pm on May 13, 2009
Marion podes acrescentar no teu texto esse relato acima. Vai enriquecê-lo.
Além do CIR, tem outros serviços educacionais prestados em Alvorada com o intuito de atender às necessidades educativas especiais dos alunos? Como são realizados esses atendimentos e quantos alunos eles atendem? Podes acrescentar também como funciona o trabalho realizado no Laboratório de aprendizagem da Escola. Já escolheste o sujeito para o teu estudo de caso? Um abraço, Simone
marion said
at 5:44 pm on May 16, 2009
Oi Simone!
Sim, já escolhi.É uma menina, só não pude continuar a entrevista porque ela ficou doente e não têm vindo a escola.
Mas na 2ª feira 18/05, terminarei a entrevista, oK.
Bjs Marion
Ah! Já salvei o DVD e as ler para a continuação das atividades.
marion said
at 6:17 pm on May 16, 2009
Oi Simone!
Já acrescentei ao texto acima meu relato com a menina portadora da Sindrome de Down.
Bjs Marion
Simone Ramminger said
at 11:25 pm on Jun 3, 2009
Marion vejo que escolheste e registraste alguns dados sobre o sujeito do teu estudo de caso, inclusive as informações solicitadas na atividade. Portanto, fizeste a postagem da atividade da unidade 4. Observei que procuraste preservar a identidade da menina, isso é importante. O que te levou a escolher essa menina como sujeito do teu estudo de caso? O que mais te chamou a atenção? Sabes se ela tem algum outro atendimento especializado que não seja no LA? Talvez fosse necessário um acompanhamento com um profissional da psicologia também. Sabes como é a interação dessa menina com os demais colegas?
Assim que fores descobrindo mais informações podes ir acrescentando aqui.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
marion said
at 6:35 pm on Jun 8, 2009
Oi Simone.
Sim, posso acrescentar mais dados sobre ela. Eu a conheço bem, foi minha aluna na pré-escola, inclusive foi eu que participei desde o início e fiz os pedidos de encaminhamento junto a escola para o Pediatra e Psicólogo.
Vou acrescentar mais detalhes.
Bjs Marion
Simone Ramminger said
at 10:49 pm on Jun 13, 2009
Marion observei que acrescentaste algumas informações ao teu relato. A idéia da atividade 5 era comentar sobre a história de vida do aluno, avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos. Tua postagem engloba essas informações, portanto tua atividade da unidade 5 está ok. Sabes se a aluna chegou a fazer algumas consultas com psicólogo? A escola teve algum retorno? E quanto ao problema de visão, ela tem tido acompanhamento? Por que ela foi escolhida garota Proerd?
A atividade da unidade 6 já está disponível no Rooda, em aulas e deve ser postada até 21/06.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE
maurentezzari@... said
at 9:50 pm on Jun 24, 2009
Olá Marion, gostei da maneira (forma) como construíste o teu dossiê. Tudo está acessível e organizado por tópicos. Isso facilita o acesso e a compreensão do leitor, sem "fraturas" no texto. O teu relato está bem estruturado e o caso da aluno que escolheste para estudar é bem apropriado. Assim como a Simone, vou colocar algumas questões que me ocorreram ao ler e, se obtiveres as respostas, podes incluir ao relato para enriquecer o trabalho. Tu sabes o que a Paty faz quando não está na escola? Qual sua rotina em casa? Elas demonstra preferência por algum tipo de atividade? Como é sua participação na educação física e em artes? Que aspectos podem ser destacados como seus pontos fortes (sendo ela o seu próprio parâmetro)?Como é a sua letra? Como é sua organização nos cadernos, por exemplo? Tem autonomia para trabalhar sozinha? Senti falta de mais dados a respeito dos serviços disponíveis em Alvorada para atendimento aos alunos. São ideias para inspirar novas buscas. Um abraço, Mauren
marion said
at 6:02 pm on Jul 1, 2009
Olá Professora Mauren.
Vou acrescentar os daos solicitados.
Bjs Marion
Simone Ramminger said
at 10:16 pm on Jul 4, 2009
Marion observo que trouxeste as informações solicitadas na atividade 6 e as respostas para as questões da professora Mauren. Comentas sobre o relacionamento da aluna com os colegas, professores e funcionários, sobre sua aprendizagem, sobre os movimentos para inclusão da escola e do aluno e sobre o não envolvimento da família no processo de inclusão escolar. Fizeste também links para outros materiais da internet.
Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos da unidade 7 sobre avaliação e teu estudo de caso?
Tu acredita que esta interdisciplina contribuiu para a tua prática em sala de aula, com alunos como a Paty?
Aguardamos as conclusões do teu estudo de caso, que devem vir integradas com os materiais lidos e vistos ao longo do semestre. Ok?
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE
marion said
at 8:43 pm on Jul 5, 2009
Oi Simone.
Só não fiz o fechamento porque cai de cama com febre(resfriado). O nariz pigava tanto que não dava para abaixar a cabeça e nem abrir os olhos. Mas vou concluir assim que melhor um pouco. Bjs Marion
Simone Ramminger said
at 1:07 pm on Jul 7, 2009
OK Marion! Melhoras pra ti!
No texto AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES, Christofari traz uma questão importante sobre avaliação: "Dentre tantas questões que entram em pauta quando nos referimos à educação que prima pela inclusão escolar, podemos destacar uma que nos oferece um grande desafio: como avaliar a aprendizagem dos alunos sem que essa prática se torne instrumento de exclusão e de fracasso escolar?" Que outros pontos te chamam a atenção nesse texto e que podes relacionar com a tua prática?
De que forma tu acredita que esta interdisciplina contribuiu para a tua prática em sala de aula?
Podes desenvolver um pouco mais as conclusões do teu estudo de caso e fazer algumas relações com os materiais lidos e vistos ao longo do semestre. Ok?
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE
Simone Ramminger said
at 8:58 pm on Jul 9, 2009
Olá Marion!
Chegaste a ver o Blog Sem Barreiras, que a ZH lançou, que aborda assuntos relacionados à acessibilidade? Endereço: zerohora.com/sembarreiras
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
marion said
at 8:01 pm on Jul 10, 2009
Oi Simone!
Não, ainda não, mas vou entrar no site.
Obrigada pela dica.
Bjs Marion
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